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A Ordem Primata possui cerca de 200 espécies, onde o Homo Sapiens é uma destas espécies viventes. Cada espécie herda um conjunto de características anatômicas e comportamentais que caracteriza a ordem como um todo, mas cada espécie é também única, refletindo sua própria história evolutiva.
A primatologia passou por mudanças nos últimos anos. A primeira foi com a incorporação da ecologia no estudo dos primatas, o que fez com que a biologia dos primatas fosse interpretada dentro de um contexto ecológico mais completo. A segunda, através da sociobiologia foi possível se ter uma ideia mais acurada da evolução do comportamento social. Acima de tudo, primatas são animais altamente sociáveis.
Os primatas modernos podem ser classificados em quatro grupos:
A Ordem Primata possui cerca de 200 espécies, onde o Homo Sapiens é uma destas espécies viventes. Cada espécie herda um conjunto de características anatômicas e comportamentais que caracteriza a ordem como um todo, mas cada espécie é também única, refletindo sua própria história evolutiva.
Os primatas modernos podem ser classificados em quatro grupos:
- Os prossímios: lêmures, lorises e os társios.
- Os macacos do Novo Mundo: saguis, macaco-aranha, monocarvoeiro.
- Os macacos do Velho Mundo: macacos do gênero Macaca, babuínos e macacos Colubos.
- Os hominoides: abrangem os símios e os seres humanos.
As espécies de primatas modernos possuem uma extensa variação no que tange à morfologia quanto ao comportamento. Algumas se encontram entre os mais generalizados e primitivos dos mamíferos, enquanto outras apresentam especializações não observadas nas outras ordens de mamíferos.
As espécies de primatas modernos possuem uma extensa variação no que tange à morfologia quanto ao comportamento. Algumas se encontram entre os mais generalizados e primitivos dos mamíferos, enquanto outras apresentam especializações não observadas nas outras ordens de mamíferos.
O corpo dos primatas é primitivo de modo geral, eles variam enormemente de tamanho, são essencialmente animais dos trópicos (80% das espécies são criaturas da floresta tropical). Dentre estas espécies o Homo sapiens é a única espécie com distribuição geográfica tão ampla e que tolera uma variação tão extrema de ambientes.
Definição de Primata
Definição de Primata
Muitas das características que em geral consideramos que nos separam dos outros primatas são na verdade extensões, ao invés de descontinuidades, do que significa ser um primata. É difícil se definir concisamente o que ser um “primata”. Robert Martin, do Instituto Antropológico de Zurique afirma que a dificuldade está na ênfase exagerada com relação às “características esqueletais identificáveis no registro fóssil “. Se ao invés disso olharmos as espécies de primatas viventes, abrangendo todos os aspectos de sua anatomia e comportamento, uma definição construída a partir de características universais ou quase universais é possível. A descrição de Martin, descreve em cores vivas espécies que possuem um nicho um tanto especial no mundo. Allison Jolly, colocou que “Se há uma essência em ser primata, é evolução progressiva da inteligência como um modo de vida.”
Segundo Martin, as mãos e os pés dos primatas têm habilidade de agarrar e, portanto, são equipados com polegares e dedões do pé oponíveis. Os seres humanos são de uma exceção, uma vez que o pé humano perdeu sua função de agarrar em favor de formar uma “plataforma” adaptada ao andar ereto habitual. Nos primatas superiores, os dedos dos pés e das mãos possuem unhas, não garras; e as almofadas dos dedos são largas e enrugadas, facilitando a prevenção de escorregamento nos suportes arbóreos e aumentando a sensibilidade tátil. A locomoção dos primatas é dominada pelos membros posteriores, consistindo agarrar e saltar, andar quadrúpede, ou braquiação. O centro de gravidade do corpo está localizado próximo aos membros posteriores, os quais produzem o típico modo de andar diagonal. O corpo é frequentemente mantido em posição relativamente vertical.
Em todos os primatas os dois olhos deslocaram-se para frente da cabeça produzindo uma visão estereoscópica, mais abrangente do que em outros mamíferos. Com a mudança dos olhos da lateral da cabeça para frente, combinada com a diminuição da olfação, produz um focinho mais curto; este caracter é acompanhado por uma redução no número de dentes incisivos e pré-molares, da condição ancestral com 3 incisivos, 1 canino, 4 pré-molares e 3 molares para um máximo de 2.1.3.3. Em parte por causa da ênfase na visão, os cérebros dos primatas são maiores do que os encontrados em outras ordens de mamíferos, isso também reflete uma maior inteligência. Associada a esta encefalização aumentada está uma mudança em uma série de fatores de história de vida: animais com cérebros maiores em relação ao seu tamanho de corpo tendem a possuir uma longevidade maior e um baixo potencial reprodutivo. “Primatas são, em resumo, adaptados a um vagaroso ciclo reprodutivo”, observa Martin.
Teorias Acerca das Origem das Adaptações dos Primatas
Segundo Martin, as mãos e os pés dos primatas têm habilidade de agarrar e, portanto, são equipados com polegares e dedões do pé oponíveis. Os seres humanos são de uma exceção, uma vez que o pé humano perdeu sua função de agarrar em favor de formar uma “plataforma” adaptada ao andar ereto habitual. Nos primatas superiores, os dedos dos pés e das mãos possuem unhas, não garras; e as almofadas dos dedos são largas e enrugadas, facilitando a prevenção de escorregamento nos suportes arbóreos e aumentando a sensibilidade tátil. A locomoção dos primatas é dominada pelos membros posteriores, consistindo agarrar e saltar, andar quadrúpede, ou braquiação. O centro de gravidade do corpo está localizado próximo aos membros posteriores, os quais produzem o típico modo de andar diagonal. O corpo é frequentemente mantido em posição relativamente vertical.
Em todos os primatas os dois olhos deslocaram-se para frente da cabeça produzindo uma visão estereoscópica, mais abrangente do que em outros mamíferos. Com a mudança dos olhos da lateral da cabeça para frente, combinada com a diminuição da olfação, produz um focinho mais curto; este caracter é acompanhado por uma redução no número de dentes incisivos e pré-molares, da condição ancestral com 3 incisivos, 1 canino, 4 pré-molares e 3 molares para um máximo de 2.1.3.3. Em parte por causa da ênfase na visão, os cérebros dos primatas são maiores do que os encontrados em outras ordens de mamíferos, isso também reflete uma maior inteligência. Associada a esta encefalização aumentada está uma mudança em uma série de fatores de história de vida: animais com cérebros maiores em relação ao seu tamanho de corpo tendem a possuir uma longevidade maior e um baixo potencial reprodutivo. “Primatas são, em resumo, adaptados a um vagaroso ciclo reprodutivo”, observa Martin.
Teorias Acerca das Origem das Adaptações dos Primatas
Grafton Elliot Smith e Frederick Wood Jones acreditavam que o modo de vida arbóreo fez com que o sistema sensorial mais acurado naquele tempo fosse a visão. A teoria arbórea foi modificada e ampliada na década de 50 por outro pesquisador britânico o eminente Sir Wilfrid Le Goss Clark. Cartmill derrubou esta hipótese duas décadas mais tarde utilizando-se da análise comparativa. Se os primatas são realmente o melhor em adaptação à vida arbórea, você esperaria que eles fossem mais habilidosos do que outras criaturas arbóreas. “Evidentemente, uma existência arbórea bem sucedida é possível sem adaptações típicas dos primatas”, concluiu Cartmill. Ele utilizou a abordagem comparativa para encontrar uma resposta que constitui a base da hipótese da predação visual. Colocando de forma sucinta, a hipótese estabelece que o conjunto de características dos primatas representa uma adaptação de um pequeno mamífero arbóreo que caçava insetos, os quais eram capturados com as mãos.
Cartmill buscou elementos individuais do conjunto de características dos primatas em uma série de outras espécies. A maioria das características que distinguem os primatas pode, assim, ser explicada como convergência com camaleões e pequenos marsupiais que habitam touceiras (nas mãos e nos pés) ou com gatos (quanto ao aparato visual), concluiu Cartmill. A questão é que, simplesmente, seu nicho ecológico assemelha-se ao nicho ocupado pelos seus ancestrais. A teoria de Cartmill continua sendo a mais aceita para as adaptações dos primatas.
A teoria da predação visual foi recentemente questionada pelo primatólogo americano Robert Sussman. Ele destacou que muito primatas localizam suas presas pelo cheiro ou através da audição, de modo que a predação visual por si só não é suficiente para explicar este conjunto de adaptações dos primatas. Para ele os primeiros primatas evoluíram em uma época quando as plantas com flores estavam em plena diversificação evolutiva. Mãos e pés com capacidade de agarrar teriam possibilitado eles de se locomoverem entre os galhos repletos de frutas; extrema acuidade visual possibilitaria uma discriminação de pequenos itens alimentares.
Os primatas alimentam-se de uma diversidade de alimentos, algumas espécies ingerem uma ou mais categorias de resina, frutas, folhas, ovos, e até outros primatas. O que determinará o que vai ser ingerido será o tamanho do corpo. Corpo menor irá necessitar de uma dieta à base de pequenas porções e ricas de energia. Já corpos maiores ingerem recursos volumosos e de baixa qualidade, o que são geralmente mais abundantes. Desde as pequenas espécies às grandes, os alimentos preferenciais se modificam grosseiramente falando, de insetos e resinas, para frutas, para folhas. Como eles compensam a diferença de energia e como atendem as suas demandas por proteína, é nesse aspecto que o tamanho do corpo é crucial, e é por isso que os insetos são alimentos dos társios e as folhas dos gorilas.
A origem e Evolução dos Primatas
A origem evolutiva dos primatas ainda permanece indeterminada. Logo após da Era dos Mamíferos surgiram primatas com aspectos modernos com uma variação do tamanho do corpo e uma concomitante ampliação da sua dieta. O registro fóssil fornece apenas uma breve visão desta radiação, um esboço em linhas no máximo.
Os plesiadformes são o primeiro grupo de primatas, do qual o espécime melhor conhecido foi o Purgatorious, viveu no Paleoceno e no início do Eoceno, na América do Norte e na Europa, abrangendo cerca de 25 gêneros e 75 espécies. A variação do tamanho do corpo era considerável, de 20 gramas até mais de 3 quilogramas. A maioria dos membros do grupo era, provavelmente insetívora. Havia similaridades com na estrutura dos dentes molares e pré-molares e na estrutura dos ouvidos com os primatas mais tardios. Eram mais especializados possuindo grandes incisivos e caninos e três ou menos pré-molares. Este grupo na verdade formou um grupo irmão dos prossímios. Alguns pesquisadores acreditam que eles não eram primatas, mas sim estavam ligados aos colugos modernos (lêmures voadores).
Os omomideos são um grupo de primatas primitivos verdadeiros. São espécies diminutas, noturnas e que alimentam de frutas, são consideradas ancestrais dos társios.
O segundo maior grupo de primatas primitivos, os Adapidae – folívoros, frugívoros e insetívoros de hábito diurno – foram animais maiores que os omomídeos e são considerados ancestrais putativos dos lêmures.
Estas duas famílias possuíam uma dispersão geográfica grande, atualmente parecem ser bem aceitas como os primeiros primatas conhecidos, mas a questão de sua origem ainda persiste.
Huxley especulou que a variação anatômica dos primatas inferiores e superiores atuais fornecia uma visão da história evolutiva do grupo. Na China foi encontrado 5 novos tipos de primatas primitivos que se assemelhavam tanto a um grupo como ao outro. Desta forma os társios, seriam como se fosse um fóssil vivo, porque eles poucos de modificaram em relação aos outros.
A origem da raiz evolutiva da sub-ordem Antropoidea (macacos, símios e seres humanos) encontra-se entre um grupo e outro já que os pesquisadores atualmente não entraram em consenso. Ambos os esquemas colocam a origem dos antropoides próximo a 35 milhões de anos atrás. Um argumento recentemente proposto sugere que nenhum desses grupos é ancestral dos antropoides, mas que existiu um terceiro grupo. Sugere-se que o Algeripithecus minutus, descoberto na Argélia e descrito em maio de 1992. Se correto, este padrão de evoluçõa dos primatas colocaria a espécie dos antropoides mais próxima a 50 milhões de anos atrás do que a 35 milhões de anos, como previamente se acreditou.
O fóssil mais antigo conhecido da super-família Hominoidea, que inclui todas espécies viventes e extintas de símios, e de seres humanos e seus ancestrais mais próximos, tem uma antiguidade de 20 milhões de anos; foi encontrado na África.

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